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A luta pelo fim da violência contra a mulher continua. Resolvemos expor mais algumas violências veladas para que possamos abrir os olhos com os abusos do dia-a-dia. Os tópicos de hoje são expressões em inglês muito utilizadas no feminismo atual: Mansplaining, Manterrupting e Gaslighting.

O Mansplaining é uma mistura de dois termos em inglês: “man” (homem) e “splaining” (“explicando”). Basicamente, se refere à situação em que um homem começa a explicar algo para uma mulher, mesmo sem necessidade, subestimando sua capacidade de compreensão. Isso pode acontecer quando um homem tenta ensinar coisas óbvias para uma mulher, como se ela não conseguisse entender sozinha, ou ainda quando o homem decide explicar para a mulher algum tópico em que ela possui muito mais conhecimento.

Para ilustrar, existem vários depoimentos de mulheres graduadas contando histórias de homens querendo explicá-las o próprio projeto de pesquisa. É bem frequente que homens tentem explicar para mulheres torcedoras de algum time esportivo como funciona determinado jogo. Certa vez, viralizou na internet o ridículo caso do homem que tentou explicar para uma mulher “a aparência, função e finalidade de um sutiã push-up.”

Já o termo Manterrupting mistura “man” (homem) com “interrupting” (interrompendo). É um hábito em que um homem interrompe a fala de uma mulher com frequência — muitas vezes a ponto de ela não conseguir concluir seu raciocínio.

Alguns exemplos visíveis na mídia são os debates presidenciais, como ocorria quando Donald Trump interrompia Hillary Clinton, mesmo não sendo sua vez de falar. Além disso, muitas vezes as mulheres têm dificuldade de se expressar em reuniões no ambiente de trabalho, porque são interrompidas pelos colegas homens.

Por fim, o Gaslighting é uma forma de abuso psicológico na qual um manipulador faz com que a vítima comece a questionar sua própria realidade. Ela começa a duvidar da própria memória ou até mesmo da sanidade. Esse comportamento pode afetar homens e mulheres, em qualquer tipo de relação, mas é mais comum que as mulheres sejam vítimas.

Um dos principais sinais desse tipo de violência é o uso constante de frases como “você está louca!” e “deve estar de TPM!”. A mulher passa a ficar envergonhada de si mesma, por causa de um comportamento considerado “exagerado”, quando na verdade não é. Outro caso é quando o abusador nega que tenha feito alguma coisa e convence a vítima disso, mesmo que ela tenha provas. É uma manipulação da credibilidade da vítima em si mesma.

Essas condutas abalam várias mulheres todos os dias. Por isso, é muito importante saber identificar casos de abuso e procurar ajuda. É muito difícil, mas juntos conseguiremos!

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