In Blog, Gênero, Pós-2015

Não é novidade pra ninguém que o mercado de trabalho tem passado por muitas transformações, tornando-se cada vez mais competitivo e difícil de ingressar. Hoje em dia, é preciso de um grande investimento em educação e desenvolvimento profissional pra conseguir arrumar um emprego que seja prazeroso e, ao mesmo tempo, dê dinheiro. Em meio a tantos desafios, a gente bem sabe o quanto é difícil arranjar tempo pra nossa vida pessoal. Além disso, para as pessoas que já tem uma família formada, existem diversas questões relacionadas tanto aos filhos quanto ao parceiro que limitam as opções de emprego. No entanto, apesar de parecer improvável, existem sim maneiras de se conquistar o (quase) perfeito equilíbrio entre família e trabalho. 

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Mas como é possível realizar tal façanha???

Acalme-se pequeno gafanhoto, e siga meu raciocínio:

É fato que muitos dos problemas pessoais enfrentados pelos casais hoje em dia ocorrem por dois principais motivos: a atribuição de novos significados à palavra “família” e a reorganização dos papéis de gênero na sociedade.

Ahn? Não entendi nada.

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Então deixa eu te explicar:

O conceito de “família tradicional” tornou-se ultrapassado, sendo que os arranjos familiares já não são exclusivamente biparentais. Existem famílias homoafetivas, monoparentais e até mesmo domicílios unipessoais (ou seja, os solteirões e as solteironas de plantão). Ademais, com a conquista da maior representatividade da mulher no meio social, assim como o aumento da participação feminina no mercado de trabalho, tornou-se necessária a redistribuição das responsabilidades familiares e tarefas domésticas, tradicionalmente atribuídas apenas ao sexo feminino. 

O que eu quero dizer com tudo isso? Basicamente, aquele formato de família que se vê nas propagandas de margarina; com o papai, a mamãe e os filhinhos; não é mais a regra! Existem famílias de todos os jeitos, e por causa disso, aquela antiga organização na qual o marido trabalhava e a esposa cuidava da casa não funciona mais.

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Sendo assim, a divisão igualitária dos afazeres da casa, sem levar em conta critérios de gênero, é o primeiro passo para a conciliação entre as obrigações pessoais e profissionais. É importante ressaltar que eu não estou dizendo que o “homem deve ajudar a mulher a cuidar da casa”, sabe porque? Por que essa obrigação não é só dela, mas dele também! Como é dever dos dois, ninguém está ajudando ninguém ou fazendo alguma coisa fora desse mundo. Um homem que lava as vasilhas, lava a roupa e passa aspirador não tem que ser elogiado por fazer essas coisas, afinal, é o mínimo que ele pode fazer para manter sua casa limpa e organizada.

De acordo com o pesquisador Robert-Jay Green, que estuda relacionamentos LGBT desde 1975, os casais do mesmo sexo tendem a ser muito mais igualitários em seus relacionamentos. Por meio de uma análise de 976 casais que, em 2008, eram parceiros domésticos registrados na Califórnia, ele observou que parceiros do mesmo sexo compartilham a tomada de decisões, as finanças,o trabalho doméstico e a assistência à infância mais igualmente. Isso acontece porque esses casais não se sentem obrigados a seguir os estereótipos de gênero impostos a eles pela sociedade!  

Por fim, é preciso que seja realizada uma completa divisão entre o ambiente profissional e o familiar, pois apenas assim o indivíduo conseguirá tirar total proveito de ambos. É importante que a pessoa se dedique inteiramente à atividade que está sendo realizada no momento, seja ela relacionada ao serviço ou aos familiares. Isso não só resultará em um aumento da produtividade como também irá reforçar e estreitar as relações interpessoais. Acima de tudo, é importante que haja diálogo e intimidade dentro do casal, de maneira que ambos compartilhem suas dificuldades um com o outro, visto que a família deve ser a principal fonte de apoio e incentivo para o trabalhador. Dessa forma, se alcançará a harmonia e, com sorte, a felicidade.

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Texto escrito por: Eduarda Binder, voluntária do Grupo de Trabalho de Igualdade de Gênero

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