In Biodiversidade, Blog, GTs

biodiversidadeA Rede Global de Jovens pela Biodiversidade (Global Youth Biodiversity Network – GYBN) promoveu um evento paralelo durante a 13ª Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP 13 da CBD), em Cancún, no México, no dia 9 de dezembro. O evento teve como principal objetivo mostrar como os jovens de várias partes do mundo têm contribuído para alcançar o conjunto de 20 metas para a Biodiversidade, chamado de Metas de Aichi, até 2020. As Metas de Aichi integram o Plano Estratégico para a Diversidade Biológica, aprovado em 2010, na 10ª Conferência das Partes sobre Biodiversidade, que ocorreu em Nagoya, no Japão.
Neste evento, tive a oportunidade de contar um pouco sobre a minha experiência em dois projetos do Engaja sobre biodiversidade. Em setembro desse ano, participamos da Virada do Cerrado, um programa colaborativo da Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA/DF) que busca dar visibilidade ao Bioma Cerrado por meio de atividades de educação ambiental. Na Virada, nós organizamos uma roda de conversa para discutir a importância do cerrado, os principais problemas que este bioma vem enfrentado, sua relação com os povos indígenas e projetos relacionados à sua conservação. Contamos com a presença de especialistas no tema, representantes dos povos indígenas e o poeta brasiliense, Nicolas Behr. Ainda no contexto da Virada do Cerrado, nós realizamos um flashmob sobre a campanha “1.5 Cº o recorde que não devemos quebrar” para falar sobre mudanças climáticas, que impactam de forma direta e indireta a biodiversidade do planeta.
Também compartilhei a nossa experiência durante a realização do projeto “Cadê o mato que estava aqui?”. Este projeto trata do Novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) e foi criado por conta das diversas ações jurídicas para julgar se esse Código é constitucional ou não. Essa Lei concedeu anistia a quem desmatou ilegalmente até 22 de julho de 2008 e, consequentemente, reduziu de forma considerável os nossos espaços protegidos. Assim, nós do Engaja realizamos formações em escolas para demonstrar a relação entre a nova lei e a perda de biodiversidade, além de um seminário direcionado ao público universitário. Como produto final, nós vamos entregar um manifesto aos ministros do Supremo Tribunal Federal pontuando que a juventude é contrária à nova lei.
Esses projetos estão relacionados, principalmente, com as metas de Aichi 1, 7 e 14. A primeira meta de Aichi fala que até 2020, as pessoas deverão ter consciência do valor da diversidade biológica, bem como das ações que deverão realizar em prol da sua conservação e uso sustentável. As atividades realizadas durante esses projetos tiveram um caráter educativo e informativo e buscamos engajar os jovens nos assuntos relacionados à proteção da biodiversidade.

biodiversidade3

GYBN na COP 13. Foto por João Elias de Brito

Por outro lado, acreditamos que o Novo Código Florestal não está de acordo com as metas de Aichi 7 (até 2020, as zonas destinadas à agricultura, aquicultura e silvicultura serão geridas de forma sustentável, garantindo a conservação da diversidade biológica) e 14 (até 2020, ecossistemas provedores de serviços essenciais, inclusive serviços relativos à agua e que contribuem à saúde, meios de vida, e bem-estar, terão sido restaurados e preservados, levando em conta as necessidades de mulheres, comunidades indígenas e locais, e de pobres e vulneráveis).

Também foi um ótimo momento para conhecer as iniciativas e projetos de jovens de vários outros lugares. Conhecemos os esforços que jovens do Caribe, da África, da Alemanha, do Peru, do México, do Japão e da Índia realizam para alcançar as metas de Aichi. Para saber mais sobre essas iniciativas, dá uma checada na página do GYBN: https://gybn.org/.

Texto pela articuladora do grupo de trabalho de biodiversidade, Julia Norat.

Leave a Comment

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.

Conta aí

Tá com dúvida? Pode mandar um email pra gente!

Not readable? Change text. captcha txt

Start typing and press Enter to search