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Por João Henrique, membro da delegação do Engajamundo na COP22

Quando vamos ao mercado e compramos aquelas latinhas de comida geralmente esquecemos todo o caminho de processamento que o alimento passou pra ficar “pronto’’ para o nosso consumo. O problema é que mesmo não estando presentes nesse processo, somos responsáveis por ele como financiadores diretos, acredita? Desde o começo do século XX a alimentação virou um dos setores mais importantes da economia, passou por um processo intenso de industrialização e, nesse caminho, parecemos esquecer que o que comemos todo dia não cresce na prateleira do supermercado.

Esse distanciamento em nossa ótica é um dos grandes responsáveis pelo modelo de agricultura convencional que adotamos globalmente – modelo este que abandona a manutenção do solo, a preservação da biodiversidade, o ciclo da água, a vida de populações tradicionais e, por fim, o controle de emissões de gases do efeito estufa (GEE). O Brasil carrega junto com seu título de grande potência agrícola outros bem menos #sexify como o maior usuário de agrotóxicos, maior área desmatada e maior número de ambientalistas assassinados.

E tudo isso tem a ver com o que você come? SIM! Quando escolhemos comprar produtos locais, agroecológicos e sazonais estamos diretamente melhorando nossa saúde, financiando agricultores familiares e boicotando grandes produtores convencionais. Além disso, o engajamento para pressionar os tomadores de decisão a instituir políticas públicas voltadas à alimentação orgânica e saudável são essenciais.

Uma das alternativas para à agricultura convencional é a agrofloresta: o plantio de diversas espécies vegetais junto com árvores otimizando o espaço e fazendo o consórcio entre as plantas. Esse sistema se liga no Acordo de Paris e pode ser usado para cumprir com a NDC (Nationally Determined Contribution) brasileira de recuperar 12 milhões de hectares de florestas para usos variados até 2030. Já tinha ouvido falar? Pois é, são poucos que conhecem!

E é bem por isso que nossa delegação super Shalala da COP22 em Marrakesh organizou um plantio no meio da conferência! Em parceria com o pessoal da Plant for the Planet e da Earth Child Institute fizemos uma intervenção com construção de um canteiro, plantio de árvores e temperos!

E o motivo da agrofloresta ajudar com as mudanças climáticas? Pois esse sistema é capaz de recapturar o carbono da atmosfera em sua biomassa, consumindo os GEE’s enquanto regenera o solo no o processo. Pensando assim, fica claro qual tipo de produção queremos financiar todos os dias. E por fim deixo a pergunta: se nós conseguimos plantar árvores em uma conferência da ONU… qual é a sua desculpa pra não começar a plantar agora?

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