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Todos os dias nós, mulheres, presenciamos o machismo. Aquele comentário que parece inofensivo é só a base da pirâmide. “Mulher é assim mesmo”, “mulher tem que se dar o respeito”, “essa é pra casar”: o que pode parecer brincadeira, é levado a sério por muita gente. Gente que acha que tem direito de falar certas coisas e tratar as mulheres como quiser; gente que acha que temos que nos resignar a determinadas profissões, que acha que nascemos para servir ao marido e à família, que temos que nos comportar segundo algum protocolo da sociedade; gente que acha que cantada não é assédio, que mulher que veste roupa curta está pedindo por alguma coisa; gente que compartilha vídeos de estupro; gente que se abstém; gente que agride e assedia física e verbalmente; gente que estupra; gente que mata.

Nesta semana dois estupros coletivos chocaram todxs nós. Um no Piauí, em que uma menina de 17 anos foi dopada e estuprada por 5 homens, e outro no Rio de Janeiro, em que uma menina de 16 anos foi estuprada por 33 homens e depois exposta por vídeo em uma rede social.

Dói mais ainda saber que esses não são fatos isolados: no Brasil acontece 1 estupro a cada 11 minutos.

Ainda assim, muitos acham que é exagero falar que vivemos a cultura do estupro. Mas é ela que faz com que esses crimes continuem acontecendo, e ao contrário do que alguns possam pensar, não se trata só do estupro em si. É aquele “suposto estupro” na notícia, é colocar a culpa na vítima e não no estuprador, é chamar estupro de sexo, é compartilhar o vídeo de estupro com os amigos, é achar graça de uma situação dessas, é fazer piadinha na roda de amigos.

Por isso, convidamos você, homem, a pensar sobre suas atitudes. Ao diminuir uma mulher pelo que ela faz ou pelas roupas que ela usa, ao achar que tem o direito de “passar a mão”, ao dividir entre “para casar” e “para transar”, ao compartilhar vídeos em que não houve consentimento da mulher (mesmo porque isso é crime, fica a dica), você está mostrando como é parecido com os que cometeram essas atrocidades.

Então combata o machismo e a misoginia. Não deixe seus amigos fazerem aquela piadinha ou aquele comentário machista. Vamos acabar com a cultura do estupro!

E o mais importante: não pára de fazer tudo isso aí porque podia ser sua mãe, sua irmã ou sua namorada. Pára porque mulheres são –PASME– pessoas.

autores: Midori Motoki, Flávia Martinelli, Raíssa Lira, Mathaus Ranie e Beatriz Gava

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