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Hoje no “Sentad@s com o Coletivo” chamamos a Casa Frida – Casa Frida (F)eminismo, (R)evolução, (I)gualdade, (D)iversidade e (A)mor – para escrever um pouco sobre esse dia! Leia e reflita sobre o assunto!

Coletiva ao encontro. Ou paz e amor para quem?

Nos somamos aquelas que acreditam numa sociedade com vidas livres de violência em suas várias formas, sobretudo a violência contra a mulher. Vidas livres de preconceito e desigualdades, com garantia da autonomia pessoal, do corpo e da maternidade, liberdade religiosa e sexual. Nos juntamos sob a bandeira de uma sociedade com tempo disponível ao desenvolvimento cultural e político, com a garantia de direitos, entre eles o de ir e vir, fazer nossas escolhas, do descanso, do lazer, do trabalho, até o direito de ser feliz, seja nas escolas, periferias, trabalho, em casa, no futebol, nas eleições, nas relações, nas redes e nas ruas. Queremos romper com a privatização da política, a sub representação das mulheres e da juventude nas esferas de tomada de decisão, o genocídio da juventude – em especial das negras e negros.

Há anos as mulheres têm sido oprimidas pela sociedade machista, racista, heteronormativa, capitalista e patriarcal, sendo retiradas dos espaços que lhes pertencem por direito como por exemplo os espaços culturais, públicos e políticos ou assumirem um papel de submissão quando ocupam algum desses espaços. Queremos romper com a privatização de nossos corpos pelo capital, o corpo é nosso! Queremos romper com o genocídio das pretas e com o feminicidio. É preciso dar um salto! Se nos calarmos isso nunca vai mudar… A violência contra a mulher se expressa dia após dia de diversas formas, seja verbal, imagética, cultural, física… Não aceitaremos nenhuma diminuição da pauta, subjetivação dos casos, minimizações ou que os casos de violência contra a mulher seja tratada de forma estereotipada. Se sabemos de tudo? Longe disso… estamos aprendendo também!

Nossa disposição é de construir a luta feminista no dia a dia, criar debates e formações feministas, auto-organizadas e mistas, para dentro dos espaços em que construímos de maneira com que a desconstrução do machismo possa ser cada vez mais efetiva. Sentimos uma extrema necessidade de falar sobre a relação de empoderamento das mulheres em todos os espaços e todas podem ser parte disso. Transformar a dor em arte, espalhar o amor por toda parte é nosso lema; mas isso não quer dizer passar a mão na cabeça e esquecer a opressão “velada” dozamigues. Hoje é o dia internacional da não violência contra a mulher e vale aproveitar a campanha do #meuamigosecreto para refletir onde e como os homens estão disfarçadamente ou escancaradamente perpetuando a opressão a mulher. Essa hastag não é reforçando estereótipo de que feminista é grossa, brigona, mal amada que leva tudo para o pessoal. É porque essa opressão às mulheres é pessoal mesmo. Atinge todas nós!

Fazemos esse texto para todas as mulheres para que a gente se fortaleça cada dia mais. Mas também para os homens, para que façam um reflexão mais conjuntural de tudo isso. Lembre-se que estamos sofrendo e morrendo por causa de seus privilégios. Antes de postar o paz e amor contra nossa campanha ou antes de bancar o não é comigo e tô de telespectador ou mesmo antes de postar que namorado que deixa a mulher se expor deve ser corno mesmo. Pensem – reflitam! Homens, entendam o papel de vocês em todo esse movimento: ler, refletir e mudar suas atitudes. Sem tentar virar o jogo contra nós usando a # pra falar mal das mulheres ou das histórias compartilhadas. Se a carapuça servir em alguma dessas postsgens: Parem pra pensar nas ações que vocês consideram pequenas mas que para nós faz diferença. Na mulher que você chama de gostosa na rua, na namorada que você proíbe roupa curta e até na mulher que tem voz em poucos espaços e nos espaços que tem o microfone na mão, você tenta monopoliza-lo. Vamos rever esses privilégios? E irmãs, amigas, colegas e conhecidas compartilhem mais e mais!

O teu amigo secreto pode ser meu abusador, e ver que não está sozinha pode empoderar muitas mulheres a revelar os abusos sofridos. Temos uma verdade como norte: as mulheres quando se encontram são como as águas, crescem. Esse texto é nosso convite a coletividade: Vamos nos encontrar? E temos dito: Não poetize o machismo! Não se cale! Meu amigo secreto e escroto pode ser o mesmo que te oprime, conte a violência que você sofreu ou está sofrendo. É preciso dar um basta, vamos nos unir! #CasaFrida

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