In Blog, Habitat III

Por: GT Habitat

Contém Cultura

Situado na cidade de Navegantes/SC, o projeto Contém Cultura promove oficinas gratuitas de teatro, dança, canto coral e mediação de leitura. Nascido de uma parceria entre o Instituto Caracol e a iniciativa privada, o projeto também é composto pela Biblioteca Volante – um conteiner de doze metros climatizado e adaptado para sala de leitura e sala de cinema – é itinerante e percorre bairros da cidade, mas já visitou doze cidades de Santa Catarina promovendo uma integração cultural e troca de experiências artísticas.

Para o idealizador Cristiano Moreira, o projeto nasceu de uma necessidade de oferecer, em uma cidade em desenvolvimento, uma alternativa que ofertasse ações socioeducativas.

Cristiano afirma que há a necessidade de incentivar a participação ativa de jovens nos processos que envolvem uma cidade, “Nós todos temos que buscar algo que gostamos de chamar de emancipação, ou seja, conquistarmos nossa liberdade de pensamento. Acontece que liberdade deve ser acompanhada de responsabilidade. Os jovens poderiam aprender como pode ser prazeroso conhecer. A leitura ajuda a cultivar curiosidade e colher alegrias com isso.” Ele completa.

Para a construção de cidades mais humanas, ele acredita que deve haver mais participação da juventude, pois essa energia traria mais força para mudanças benéficas na cidade. O projeto Contém Cultura completará 3 anos em breve e está aberto para qualquer um que queira conhecê-lo.

AU

The Street Store

O projeto, que teve início na Cidade do Cabo na África do Sul e se espalhou pelo mundo, oferece aos moradores de rua a oportunidade de comprar em uma “loja”, já que eles tem a oportunidade de escolher, entre as milhares de doações, aquelas que lhe servem e lhe agradam.

Stella Souto é moradora do Rio de Janeiro, onde participou do Street Store em abril de 2015. Para Stella, o projeto ajuda a resgatar a dignidade de pessoas esquecidas pela sociedade.

Após participar do projeto e conhecer de perto a realidade e as histórias dos moradores de rua, Stella diz que passou a andar pelas ruas da cidade com menos medo e ver a cidade de forma menos hostil. “A população de rua não é tão perigosa quanto eu imaginava. Há pessoas e situações de vida por trás daqueles rostos que eu costumava ignorar. Há muita humanidade e solidariedade na vida da rua. Muitos desses moradores são mais solidários que os que possuem bens e boa estrutura de vida.”

Quando o assunto foi o papel dos jovens para uma cidade melhor, ela acredita que as pessoas podem construir uma cidade melhor praticando um pouco mais de civilidade e pensando mais no coletivo que no individuo. “Tratar o outro com respeito, usar o espaço público como se fosse de todos, não somente seu. Não furar filas, ceder a vez, dar passagem, não fazer barulho, não jogar lixo no chão e por aí vai. Eu mudo minha cidade assim.”

#HabitatDay #Largodabatata (1)

Serviços Gerais

Um grupo de três amigos, Rodrigo, Filipe e Gustavo, que decidiram acabar com a sensação de impotência que sentiam em relação a cidade e começaram a fazer pequenos concertos pela cidade, desde limpar e fixar placas à padrinhos quebrados no viaduto Santa Efigênia.

O grupo crê que com a intervenção urbana ajuda na reflexão de como os cidadãos se relacionam com a cidade, contribuindo para soluções de problemas e tirando o cidadão da passividade de quem apenas espera a intervenção do poder público. “Achamos que nossa maneira de pensar em relação as cidades mudou um pouco, e que todos tem importância em uma comunidade, TODOS, e se queremos ter um lugar bacana pra viver ,precisamos de colaboração da comunidade ,principalmente onde o poder público falta com suas obrigações básicas.” (Rodrigo)

Rodrigo acredita que os jovens podem trazer novos ares para a construção de uma cidade melhor, pois não estão moldados por paradigmas atrasados. Já Filipe afirma que o jovem hoje já possui mais consciência sobre sustentabilidade e ocupação de lugares públicos. Gustavo engrossa o coro de Filipe ao atribuir ao jovem a responsabilidade de ocupar espaços públicos, participar das atividades da cidade continuamente, melhorando a cidade dia pós dia.

Os três acreditam que tem faltado tolerância, respeito e diálogo entre os cidadãos, que com maior generosidade e consciência é possível ter uma cidade melhor. “Eu acho que informação, conscientização e educação nunca é demais, mas o que parece que falta, principalmente, é generosidade com a cidade, tolerância, convivência, respeito, educação, a velha historia que ainda parece esquecida de que a cidade é pra todos e todos somos iguais, e temos direitos iguais, e temos que tolerar, respeitar, e cuidar de todos para o resultado vir para todos.” (Gustavo)

 

A Batata Precisa de você

O projeto foi uma iniciativa da arquiteta e urbanista Laura Sobral para ocupar o Largo do Batata, trazendo humanidade e ocupação para um espaço antes era apenas uma passagem para usuários do metrô e dos terminais de ônibus. O movimento levou mobiliário para o local, permitindo que as pessoas tivessem locais para sentar, ler, namorar ou apenas descansar.

Laura diz que o projeto ajuda na integração social, diminuindo a violência e criando conscientização do uso do espaço público como uma extensão de suas casas. “Outra questão do espaço público é que as pessoas se reconhecem, reconhecendo o valor do morador de rua. O morador de rua reconhece também o meu valor, assim como o professor universitário ou qualquer outra pessoa. Elas ficam sabendo que todos tem uma história, com experiências que podem ser aproveitadas por todos.”

Porém o projeto teve de contornar situações inusitadas, a biblioteca montada para os frequentadores do espaço foram roubados para serem comercializados. A solução foi usar estruturas sem valor comercial e carimbar os livros, para evitar o comércio.

Para construir cidades melhores, Laura acredita no poder da internet, que deu voz para a sociedade, que hoje pode cobrar os projetos e permite as pessoas discutirem os problemas da cidade. E o jovem tem participação importante pra essa mudança, pois eles podem transgredir e buscar novos horizontes. “Não tem nada igual à juventude. O jovem pode arriscar, têm chances de errar, a função do jovem é transgredir e procurar novos horizontes. O papel dos jovens é fundamental, os jovens são o futuro e vocês estão aí para isso, se ficar tudo como está fica muito ruim.”

#HabitatDay #Largodabatata

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