In Blog, GTs, Pós-2015

Por Matheus Gomes Pereira¹

 

Entre os dias 25 e 27 de setembro, em Nova York todos os líderes da Organização das Nações Unidas (ONU) se reunirão para assinar os 17 Objetivos Globais para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as 169 metas que definirão o meu, o seu e o nosso futuro pelos próximos 15 anos. Entre os compromissos definidos estão: acabar com a extrema pobreza, promover a saúde e o bem-estar, garantir uma educação de qualidade, assegurar a igualdade de gênero, lutar contra a desigualdade e injustiça e combater a mudança climática¹.

Os ODS são frutos de uma grande quantidade de debates, experiências e negociações ocorridas em âmbito global. O principal precursor dos ODS são os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), conhecidos popularmente como as 8 Maneiras de Mudar o Mundo ou as Metas do Milênio. Os ODMs, cujo prazo de cumprimento termina no fim deste ano, contribuíram para uma mudança significativa na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo.

O Brasil é um dos países que mais avançou na consecução dos ODMs, especialmente no que tange à redução da fome e da miséria, tornando-se assim uma referência mundial. Outras duas grandes iniciativas do Brasil foram: a criação do Prêmio ODM, destinado ao incentivo de ações, programas e projetos que viessem a contribuir para o cumprimento dos objetivos, e o Portal ODM, criado em 2009 com foco no acompanhamento regular da situação dos municípios brasileiros em relação às metas³.

Considerando os avanços obtidos nos últimos anos, não há porquê parar no meio do caminho. E é nesse intuito que os ODS surgem para dar continuidade e amplitude à agenda definida pelos ODMs. No caso do Brasil, os principais desafios a serem superados agora são: o monitoramento das metas e os indicadores que serão utilizados para auferi-las; a interiorização dos ODS pelos estados e municípios; o seu contínuo acompanhamento por parte da sociedade civil, organizações e movimentos, os quais devem atuar propondo, monitorando e cobrando políticas públicas que visem ao alcance dos compromissos estabelecidos pelo Brasil, bem como o desenvolvimento de modelos econômicos mais sustentáveis no domínio privado.

Eu e você, como cidadãos/ãs, temos também uma importante parcela de responsabilidade para a realização dos ODS. Ações simples, como a separação e destinação correta do lixo, a prevenção de doenças por meio da informação, o incentivo à leitura, o reaproveitamento de alimentos, o uso consciente da água e atividades comunitárias que busquem a inclusão, o cooperativismo e a sustentabilidade contribuem grandemente para que os ODS se tornem reais.

Podemos ser a primeira geração a provocar uma mudança substancial no mundo e acabar com a pobreza, acabar com a fome, assegurar saúde e bem-estar, assegurar uma educação de qualidade, alcançar a igualdade de gênero, assegurar água para todos/as, garantir energia sustentável, reduzir a desigualdade entre os países, promover cidades inclusivas e muito mais. Vamos terminar o que começamos. E você, o que vai fazer? Vai até a metade do caminho?

[1] Matheus é integrante do Cidadania Global, projeto do Laboratório de Práticas de Relações Internacionais da Faculdade Asces/PE.

[2] Para uma lista completa dos ODS acesse: http://plataformaods.org.br/

[3] Para consultar a situação dos ODMs no seu estado e/ou município, acesse:http://www.relatoriosdinamicos.com.br/portalodm/

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