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SÃO BERNARDO DO CAMPO – Aconteceu no dia 12 de fevereiro o seminário “Desafios para o Habitat III” que foi realizado com uma parceria entre a Universidade Federal do ABC (UFABC) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) para discutir os primeiros passos do Brasil nessa Agenda sobre o desenvolvimento das cidades.

O evento tratou de importantes temas para a nova Agenda Habitat e nas discussões foram bem posicionadas as questões de juventudes e a segregação das cidades.

“As cidades foram construídas visando o capital financeiro, elas representam arenas contraditórias (zonas conflitantes), principalmente em se tratando do quesito “direito à cidade”, disse o professor doutor Jeroen Klink.

Quanto a segregação, o direito à moradia foi o ponto mais citado tanto pelos movimentos sociais presentes, como por exemplo o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) e a Central de Movimentos Populares (CMP), quanto por professores especialistas no assunto. “O Brasil se destaca entre os outros países no quesito do desenvolvimento de políticas públicas, entretanto possui uma agenda similar à de países em desenvolvimento”, disse Renato Balbim, representante do IPEA.

Muitos dos especialistas citaram a relação da Agenda Habitat III com a Agenda Pós-2015 e destacaram a importância de se trabalhar essas agendas em conjunto. A Agenda Habitat III está relacionada com diversos temas da Agenda Pós-2015, por isso é importante trabalhar no aprimoramento garantindo a inclusão das necessidades que as cidades, principalmente de países em desenvolvimento, possuem atualmente.

A novidade deste novo processo é que as cidades estão muito mais complexas depois do rápido desenvolvimento que tiveram depois da última conferência relacionada ao assunto, a Habitat II em 1996.

Quanto a pauta de juventude, destacam-se diversos temas, mas um dos principais que foi abordado é a questão dos espaços de interação e lazer, que devem ser considerados como espaços de oportunidades. “Atualmente o lazer não é visado como uma política pública e sim visto como uma mercadoria”, disse Eduardo Cardoso da Central dos Movimentos Populares (CMP).

Ao fim do evento, foram esquematizados os debates individuais e elaborado um documento que estará disponível no www.participa.br, onde estão reunindo documentos que serão anexados ao documento brasileiro que será enviado à ONU em abril desse ano. Nesse site é possível você colocar seus pontos importantes e até mesmo realizar outros seminários como este!

E agora, essa nova Agenda Habitat será visada para somente as cidades? Ou será uma Agenda que trabalha o tema da cidade com as pessoas? E a juventude, onde entra? Essas questões são chaves para construir e direcionar uma Agenda que envolva de maneira democrática a sociedade e principalmente nós jovens, e por isso que é importante a sua contribuição! Faça parte desse processo!

Por Victor Baldino.

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